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Para a Rolling Stone Brasil, Pabllo Vittar fala sobre religiosidade, preconceito e representatividade

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A edição brasileira da Rolling Stone liberou na noite desta quarta-feira (17/1) a capa e trechos da entrevista com Pabllo Vittar. A cantora está na edição de janeiro falando sobre preconceito, representatividade, música pop e religião.

“Eu oro antes de entrar no palco, antes de dormir, quando eu acordo. Acredito Nele [Deus], acho que Ele sempre vai estar comigo”, disse antes de contar uma história que aconteceu com sua mãe, Verônica. “O pastor começou a pregar sobre pessoas ‘doentes’ e rezar pela ‘cura’ dos gays. Quando ele começou a falar isso, minha mãe saiu correndo na hora. Com esse tipo de gente que até hoje é racista, misógina, homofóbica, transfóbica, eu fico: ‘Mano, para’. Fico muito triste. Porra, Deus fez os humanos para eles se odiarem desse jeito? Ele deve virar e pensar assim: ‘Que vergonha’”, disse.

“Hoje eu tiro de letra, porque tenho muito orgulho do que eu sou. O pior é o ódio que dá quando eu não fiz nada para a pessoa, nada para ninguém me olhar torto, e elas apontam ou dão risada de mim. Cada vez mais eu perco a esperança em certas pessoas. Tem gente que já desacreditei, tipo: ‘Você não vai mudar mais’”, comentou.

No dia do papo com a RS Brasil, Pabllo já havia feito um ensaio fotográfico, esteve em estúdio, e estava concedendo outras três entrevistas. “‘Não gosto muito’, confidencia, com uma frase que certamente seria menos educada se não houvesse um jornalista no banco ao lado. Pabllo não verbaliza, mas está se referindo às perguntas sempre parecidas, geralmente envolvendo questões de representatividade e política. ‘Está tudo lá, não tem o que ficar falando. Uma drag em cima do palco, no país que mais mata LGBTs no mundo. Isso já diz tudo’”, comenta.

Ainda para a publicação, Pabllo diz que seu foco para os próximos meses é diminuir a agenda para pode trabalhar melhor e continuar focando na produção do novo álbum. “Tem ouvido de SZA a Kali Uchis, anda empolgada com Allie X e está interessada em usar guitarras, a exemplo do que Rihanna fez em ‘Kiss It Better'(de Anti, 2016), possivelmente a canção da barbadiana que tem mais a cara da brasileira. E também ‘manter um pouquinho do que estou fazendo, porque está gostoso demais’”.

Fonte: Popline

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